24.5.07

Quem vê caras não vê profissões


strange padlock faces..., originally uploaded by floresita.


Vou citar-me a mim mesmo (assim não morro sem alguem me ter citado; tenho a certeza de que os textos estão relacionados; chamo a atenção para algo já escrito por mim): "nunca repararam como às vezes parece que conseguimos olhar muito bem para as pessoas comuns que por nós passam comunmente no dia-a-dia e encontrar traços comuns a outras pessoas por nós já vistas? como se houvesse uns quantos moldes a partir dos quais todas as pessoas são feitas... [in "uncanny / strage deja vu"]

Ás vezes parece que determinadas caras-padrão, com um mínimo de características físicas em comum, correspondem a determinados tipos sociais, profissões ou maneiras de estar na vida. Passava hoje pela rua a olhar para as caras (porque me esqueci do analgésico que costuma ser o leitor de mp3) e reparei como há caras tão semelhantes a outras. Os mesmos sinais, os lábios parecidos, o olhar, cabelos lisos ou encaracolados. E as roupas de uns e outros, quando semelhnates em físico, acabam por corresponder; e a música que ouvem, os filmes que veem, as palavras que dizem...

Será que determinados modelos de cara/corpo se encaixam em profissões e tipos sociais? (como se o tipo social chamasse esse corpo a si, como uma vocação)
Ou será que quando nos encaixamos num dado tipo social o nosso corpo e rosto se adapta, moldando o físico à imagem do psicológico? (no fundo, criando uma "imagem e representação" do perfil psico-social)

É uma questão que me continua a assaltar... a repetição, o padrão... seremos todos feitos de meia dúzia de moldes, como no "A Brave New World" do Huxley?

Será que os "corpos dóceis" criados pela modernidade (expressão de M.Foucault) são mesmo transformados fisicamente? Será que a sociedade cria corpos através dos papéis distribuídos? (e mais uma vez o livro de Huxley, em que tipos semelhantes à nascença eram modificados em laboratório para corresponderem fisicamente e intelectualmente ao seu futuro papel social)

Sugiro meditação sobre o assunto...

Exercício


Apple Bluetooth Keyboard, originally uploaded by Amber & Adolph.


Proponho um díficil exercício:
ao mesmo tempo que vires as letras que escrevi no ecrã, encontra a correspondente no teclado:

D
x
C

[se olhaste para o teu falhaste... não podes olhar "ao mesmo tempo" para o ecrã e teclado. Pergunta do dia: para que servem dois olhos se não conseguem ver coisas totalmente diferentes?Mas que fraco processamento cerebral nos deram...]

22.5.07

Big small things; Small big things. (to think and to sink)


, originally uploaded by P!xêĽ.


O ponto de vista é fundamental. A maneira como abordamos uma questão pode mandar uma conversa entre duas pessoas abaixo pelo simples facto de não se perceberem as tomadas de vistas. Não é que tenhamos de estar num mesmo ponto a olhar para o objecto em questão; é importante que saibamos que o objecto abordado é o mesmo, ainda que um veja a fachada e outro espreite a lateral.

Se estabelecermos bem as bases comuns (objecto) e as diferenças de abordagem a comunicação argumentativa entre duas pessoas muda completamente, para melhor.

É possível tratar um mesmo assunto de várias maneiras, é possível tratar vários assuntos da mesma maneira --> e é nisto que a ciência da Sistémica tem tanta beleza. O mais importante é mesmo a abordagem. E deve ser aí, na falta de se estabelecer claramente as diferentes abordagens, que grande parte das conversas e argumentações falhadas falham.

Não temos todos de ver em prespectiva, outros podem querer ver a planta do edifício, com a distância que isso implica. Podemos até falar de várias camadas de um assunto. E até aqui é importante definir em que camada estamos. Falamos da proporção? Da estética? Da funcionalidade? De um gosto/não gosto?

Nem tudo é de se aceitar e longe de mim defender um relativismo absoluto. Mas estar abertos às várias abordagens possíveis das várias camadas (quando as há) de um dado assunto é importantíssimo para que a comunicação se dê em níveis mais complexos.

14.5.07

Free

De entre as minhas músicas preferidas a "Free" é talvez a mais pequena e até é simples. Tem, no entanto, uma força fantástica que só OSI podia dar. Este "projecto com aspiraçõs a banda" tornou-se parte da minha vida como se fosse uma daquelas grandes bandas de que vemos meia dúzia de concertos na vida. Mentira, nunca houve um concerto de OSI. Sigo atentamente desde 2003. Neste vídeo Mike Portnoy toca a "Free" quase como a tocou no àlbum.

right now

  • Read: "The Other Side Of The Sky", Arthur C. Clarke
  • Watch: "Pulp Fiction", Q. Tarantino
  • Play: N/A
  • Listen: "greateSt HIT", Dream Theater